quarta-feira, 13 de maio de 2015

NA RAÇA, CRUZEIRO BATE O SÃO PAULO NO TEMPO NORMAL E NOS PÊNALTIS E SEGUE EM BUSCA DO TRI DA LIBERTADORES

Ídolo da China Azul, Fábio pegou duas cobranças e saiu de campo como o herói celeste; Damião anotou o gol da vitória no tempo regulamentar


Um teste para quem tem coração e faz pulsar nas veias o sangue azul. Nesta quarta-feira, em um dos jogos mais alucinantes que o Mineirão presenciou em 2015, o Cruzeiro venceu, nos pênaltis, um dramático duelo com o São Paulo e avançou às quartas de final da Libertadores.  Um prêmio para a raça do time celeste, que triunfou no tempo normal por 1 a 0, gol de Damião, e viu o goleiro e capitão Fábio crescer na marca penal. Um gigante, com duas defesas espetaculares. No fim, Gabriel Xavier derrubou Rogério Ceni e fez o Mineirão explodir: 4 a 3 nas penalidades.


Ritmo acelerado. O duelo entre Cruzeiro e São Paulo iniciou a mil por hora. Com os olhos vidrados no gramado, a China Azul acompanhava uma Raposa veloz, que desenhava boas jogadas pelas pontas se aproveitando da velocidade do quarteto Marquinhos, Mayke, Willian e Mena. A maioria desses lances tinha como objetivo cruzamentos à área ou fortes chutes ao gol defendido por Rogério Ceni.
No entanto, a volúpia celeste esbarrava na ansiedade. A vontade de balançar as redes era tamanha que até o zagueiro Manoel resolveu disparar o canhão de fora da área. Era visível a diferença entre as equipes. O Cruzeiro era agressivo. O São Paulo, com a vantagem nas mãos, era paciente. Cadenciava o jogo tocando a bola de pé em pé. Mas era só ir ao ataque para dar alguns sustos, principalmente com tabelas envolvendo Pato e Michel Bastos.
Quando o juiz apitou o fim do primeiro tempo, o cansaço transparecia na face de cada jogador celeste. Mas era preciso fôlego para suportar mais 45 minutos de batalha. Agora era tudo ou nada.
A Raposa voltou para a etapa complementar da mesma forma - elétrica. Ligada no 220 volts. Com quatro minutos de bola rolando, Willians trombou duas vezes com os próprios companheiros. Parecia pouco provável que a morosidade tricolor suportasse ilesa à tanta pressão. Foram pelo menos três lances de perigo em sequência. Até que o Mineirão explodiu de vez.
Aos 9 min, Willian visualizou a passada de Mayke. Um lançamento magistral. O lateral ganhou de Wesley e tocou na medida para Damião empurrar para o gol. O 1 a 0 no marcador mandava a decisão da vaga para os pênaltis. O duelo abriu de vez. Milton Cruz mandou a campo Luis Fabiano e Centurión, enquanto Marcelo mandou a campo Gabriel Xavier.
A China Azul gritava "mais um", mas os minutos pareciam regulados à velocidade do jogo. Iam rapidamente. São Paulo e Cruzeiro trocavam ataques quase levando seus torcedores a paradas cardíacas sequenciais. Quem conseguiu sobreviver a esse roteiro dramático, respirou fundo. Tudo seria decidido nos pênaltis.
Emoção à flor da pele. Ceni abriu a contagem para o tricolor e, logo em sequência, defendeu a cobrança de Damião. Ganso, no meio do gol, fez o segundo do Tricolor. Marquinhos, no canto de Rogério, deu sobrevida à China Azul, que comemorou a isolada de Souza. Arrascaeta deixou tudo igual.
Era vez de Fábio ser herói. Luis Fabiano partiu para a cobrança, e o camisa 1 se agigantou. Coube a Henrique colocar o Cruzeiro à frente, uma cobrança firme. Centurión voltou a empatar o duelo e Manoel, displicente, desperdiçou a cobrança da classificação.
Mas calma, torcedor! Fábio estava lá, de novo, presente para defender! E Gabriel Xavier, o jovem talento, tratou de fechar, com chave de ouro, a classificação celeste. 
CRUZEIRO 1(4) x 0(3) SÃO PAULO
Motivo: jogo de volta das oitavas de final da Libertadores
Data: 12/05/2015 (quarta-feira)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte
Árbitro: Andrés Cunha (URU)
Assistentes: Miguel A. Nievas (URU) e Gabriel Popovits (URU)
Público: 37.719 (pagantes)
Renda: R$ 2.044.295,00
Cartão amarelo: Reinaldo (São Paulo)
Gols: Leandro Damião, aos nove minutos do segundo tempo.


Cruzeiro: Fábio; Mayke (Willian Farias), Bruno Rodrigo, Manoel e Mena; Willians, Henrique, Marquinhos e Arrascaeta; Willian (Gabriel Xavier) e Leandro Damião.
Técnico: Marcelo Oliveira.


São Paulo: Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Lucão e Reinaldo; Denilson, Souza, Wesley (Centurión), Michel Bastos (Hudson) e Ganso; Alexandre Pato (Luis Fabiano).
Técnico: Milton Cruz.


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