sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

ESTUDANTES DE ARAÇUAÍ, PARTICIPARAM DA CAMINHADA PELO DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA A AIDS

Milhares de estudantes saíram em caminhada pelas ruas do centro de Araçuaí na manhã de segunda-feira (1/12) para lembrar o Dia Mundial de Combate a Aids.

Cerca de 1200 estudantes de 9 escolas públicas de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, participaram na manhã da última segunda-feira (01/12) da Caminhada pelo Dia Mundial da Luta contra a Aids. Entre os objetivos da campanha estão a desconstrução do preconceito sobre as pessoas vivendo com HIV/AIDS e a conscientização dos jovens sobre comportamentos seguros de prevenção.
Cartazes chamaram a atenção para o problema da doença
A caminhada teve início na praça do Fórum, finalizando na praça do Mercado Municipal. Os estudantes, acompanhados pela fanfarra da Escola Estadual Dom José de Haas, carregavam faixas com frases como Aids não tem preconceito. Porque, você tem? Viver com Aids é possível. Com o preconceito não.
O Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi instituído como forma de despertar a necessidade da prevenção, promover o entendimento sobre a pandemia e incentivar a análise sobre a AIDS pela sociedade e órgãos públicos.
No Brasil, a data começou a ser comemorada no final dos anos 1980, envolvendo todos os níveis de governos e organizações sociais.
Fanfarra da Escola Dom José animou a caminhada

Aids avança nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde, em Araçuaí existem 35 casos confirmados e 51 na microrregião que abrange os municípios de Francisco Badaró, Berilo, Jenipapo de Minas, Coronel Murta e Virgem da Lapa.
“São números expressivos e preocupantes”, diz a secretária de Saúde de Araçuaí, Zuzu Loredo Rocha. “Eles podem ser superiores, já que muitos afetados não procuram as unidades de Saúde”, acredita a secretária.
O Ministério da Saúde preconiza que a cada caso confirmado, outros 10 soropositivos não sabem da possível contaminação.
Estima-se que pelo menos 4 mil pessoas tenham contraído a doença nos últimos 15 anos na região dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
A estimativa tem como base os números de casos confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde. Pontos de prostituição espalhados ao longo da BR-116 são considerados focos de propagação da doença.
Levantamento recente feito pela Polícia Rodoviária Federal, aponta que somente num raio de 50 km da rodovia, entre Itaobim e Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, existem cerca de 50 locais de prostituição. A maioria, bares e restaurantes de fachada, além de postos de combustíveis.
Os locais são usados principalmente por caminhoneiros, para pernoitarem e neles, são comuns a presença de travestis e prostitutas que cobram de R$15 a R$30 por programa. Algumas mulheres chegam a fazer até cinco programas por noite. As relações acontecem geralmente dentro dos caminhões.
A Coordenadoria do Programa DST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde afirma que as campanhas especiais de prevenção são executadas periodicamente, para segmentos específicos da população, como prostitutas e homossexuais.
Para os estudantes Natan Vieira dos Santos e Vítor Santos, ambos de 15 anos, muitos jovens não estão se protegendo. Eles defendem mais campanhas de conscientização e palestras nas escolas, sobre a doença.
Cerca de 1200 pessoas participaram da caminhada em Araçuaí

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