segunda-feira, 27 de abril de 2015

GRÊMIO SEGURA PRESSÃO DO INTER E 1º GRE-NAL DA DECISÃO TERMINA EMPATADO

Expulsão de Geromel muda panorama do clássico 405, mas desperdício de chances e grande atuação de Grohe levam decisão completamente indefinida para o Beira-Rio

São mais de 100 anos de rivalidade, mas nunca é tarde lembrar que o Gre-Nal sempre será decidido nos detalhes. Ou não. O detalhe da expulsão de Geromel poderia ter mudado o clássico 405, mas havia o grande detalhe chamado Marcelo Grohe, que segurou uma pressão do tamanho da Arena de D'Alessandro e cia. e fez Grêmio e Inter ficarem no 0 a 0 no primeiro clássico da final do Gauchão, neste domingo, em mais um duelo com a presença da torcida mista nas cadeiras - no total, o público foi de 46.909 pessoas, segundo maior do estádio. Seguem azuis e vermelhos vivos para o próximo domingo, no Beira-Rio.
Há gol qualificado na decisão, assim, qualquer empate com gols no estádio do Inter dá o título ao Grêmio, que não levanta taças desde 2010. Em busca do penta estadual, o Colorado precisa vencer por qualquer placar. Um novo 0 a 0 levará a final aos pênaltis.
O clássico 405 valia uma boa largada na decisão do Gauchão, mas também tinha boa dose de seu foco jogado às cadeiras gold, na reedição da torcida mista, espaço em comum entre gremistas e colorada, como fora no Gre-Nal de 1º de março no Beira-Rio. A expectativa era de paz. E não deu outra. Mais um exemplo de civilidade no futebol.
Felipão e Diego Aguirre mostraram que também cumprem a palavra empenhada. Scolari levou a campo o time anunciado na sexta-feira, com Cristian Rodríguez no banco e Yuri Mamute fora por lesão. O uruguaio fez mistério até o fim e confirmou uma equipe nada mista, com Aránguiz, D'Alessandro e Nilmar. Mas com uma surpresa: Nico Freitas na vaga de Valdívia e uma formação de três volantes.
O jogo começou elétrico, quente, cumprindo o que a movimentada semana Gre-Nal havia prometido. Com menos de um minuto, Marcelo Oliveira pedia pênalti para Anderson Daronco. Aos quatro, Giuliano disputou bola centímetro a centímetro com Alisson e quase marcou. Se o Grêmio estava mais ofensivo, também mostrou combatividade. Aos 14, o primeiro amarelo foi de Maicon, após entrada dura em D'Alessandro, que também se envolveu mais adiante em jogada com cartão para Geromel e levou dura até de Felipão enquanto rolava no gramado.
O mesmo Maicon amarelado perderia chance clara, sozinho, ao chutar por cima aos 16. Outro a assustar, no final do primeiro tempo, foi Douglas, em finalização da marca penal que passou raspando a trave. A profusão de oportunidades azuis não implica mau jogo do Inter. O time de Aguirre foi bem dentro de sua proposta defensiva. Teve uma grande chance, aos 25, em jogada individual de Nilmar. Sasha pegaria o rebote em impedimento.
Para a etapa final, Aguirre fez o esperado: sacou Nico Freitas e colocou Valdívia, artilheiro do Inter na temporada. Com a velocidade do meia-atacante, o Colorado passou a ser ainda mais perigoso no contragolpe. Aos 17, Valdívia provocou a expulsão de Geromel. Aránguiz desperdiçou a cobrança de falta. Felipão agiu, ao sacar Braian Rodríguez e colocar Erazo. A partir daí, só deu Inter na Arena.
Enquanto Cristian Rodríguez se preparava para entrar, o herói tricolor já estava em campo. Marcelo Grohe fez milagre aos 24 minutos. O chute de Sasha foi à queima-roupa, quase um pênalti, e o goleiro espalmou em puro reflexo. Aos 35, o ápice da superioridade colorada se deu quando a zaga tricolor ficou olhando Aránguiz e Nilmar avançarem até a área em tabelinhas. Faltou o acabamento. E tudo acabou como começou na Arena.

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